sábado, 5 de abril de 2014

Coisa de macho!

Aos 19:50 do vídeo que segue abaixo, o respeitável jurista Luiz Flávio Gomes, lança a seguinte pérola emprestada – e endossada – do Jornal El País: "o macho é uma arma de destruição massiva". Na visão desse honrado senhor, o problema da violência contra mulheres é o macho, o homem; e como ele o considera uma arma de destruição em massa, o causador das guerras, logo, a solução seria a inexistência do gênero masculino e o problema da violência se resolveria. Na mesma linha de raciocínio vão aqueles que dizem defender a Terra e a natureza, esses dizem que o homem é o causador de toda a devastação do planeta, portanto - e alguns já o declararam, a solução seria o extermínio da raça humana. Voltando ao respeitável jurista, que me parece pertencer ao gênero maléfico que execra, por que não começa dando o exemplo e se auto-extermina?

sábado, 25 de janeiro de 2014

Bandidos disfarçados de clientes


Ontem eu estava assistindo, meio que desinteressadamente, ao Jornal da Record e lá pelas tantas alguém solta essa: "os bandidos disfarçados de clientes levaram R$15 mil da loja" e passei a prestar mais atenção à notícia mas não pude deixar de achar isso muito engraçado e estúpido, não pelo fato em si - é claro, mas pela forma idiota de se apresentar a notícia, depois fui procurar na internet por essa expressão e acabei descobrindo que ela é lugar-comum no jornalismo.

Alguém poderia me explicar que raios significa estar disfarçado de cliente!? Tipo, dá pra se comprar um disfarce de cliente e sair por aí assaltando, é isso? Acho que já tivemos um jornalismo melhor, um pouco mais preocupado com as matérias e com as ideias que veiculavam; hoje os jornais, a maioria, virou um show de bobagens e reportagens inúteis - isso somado a textos, edições e revisões sofríveis.

Enfim, quando você for abordado por algum vendedor no comércio com o famoso "posso ajudar?", você pode responder que está apenas disfarçado de cliente e que não deseja comprar nada - deve funcionar bem, salvo se ele for um bandido disfarçado de vendedor.

E eu que imaginava que bandidos disfarçados de clientes fosse o pior que pudesse encontrar, ledo engano, acabo de ser surpreendido com a manchete que segue na imagem abaixo. A foto fala por si mesma, dispensa maiores comentários.


Seguem algumas notícias apresentando os tais bandidos disfarçados de clientes.

Assaltantes, disfarçados de clientes, assaltaram um motel em São Miguel do Guamá.

Dois casais disfarçados de clientes assaltaram duas joalherias no shopping Ibirapuera

Bandidos disfarçados de clientes furtam R$ 18 mil do Bradesco

Ladrões disfarçados de clientes roubam loja em shopping

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sociólogos e o caos prisional



Maior número de detentos assusta, mas não revela realidade do sistema prisional

Depois de ler o texto do link acima e refletir sobre toda a sabedoria ali contida, fiquei tentando imaginar um modo de escrever este texto sem enviesar para minha pouca estima quanto aos sociólogos brasileiros, mas não consigo e por isso vou pelo caminho que me apraz.

É fato que o sistema prisional brasileiro tem presos saindo pelo ladrão - sem trocadilhos, isso não é novidade e também é algo de fácil constatação; a criminalidade vem aumentando de modo exponencial e é óbvio que sistema prisional nenhum dá conta do contingente de criminosos que temos visto — e olha que os "de menor" nem entram nessa estatística.

Bom, mas por que a população carcerária não pára de aumentar? Quais as razões? Esse é o tema central do artigo publicado no Jornal do Brasil e respondido por sociólogos iluminados. Marcos Ianoni, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma: "Se somos rigorosos na criminalização e fracos na reabilitação, a chance de retorno do infrator à prática de crimes pode aumentar, alerta". Ele diz ainda que a Lei dos Crimes Hediondos era severa demais até 2006 porque não permitia a progressão de pena, o que agravou a situação nos presídios.

Esse é o típico pensamento de um sociólogo esquerdista (pleonasmo?); vejam bem, em que momento esse senhor, ainda que minimamente, atribui a culpa da criminalidade aos criminosos? Para ele o indivíduo criminoso é sempre vítima e a sociedade o seu algoz; senão vejamos: "somos rigorosos na criminalização e fracos na reabilitação", esse 'somos' faz menção à sociedade, e devido ao nosso rigor em punir e fraqueza em recuperar incentivamos os criminosos a continuarem sendo criminosos - e se por fim somos vítimas deles, eles foram vitimados por nós primeiramente - essa é a lógica da sociologia desse professor. Mas não pára por aí.

Claro, um sociólogo não podia deixar de falar da descriminalização da maconha, não - para ele isso é ultrapassado, ele diz que alguns países (quais?) discutem a relevante questão de descriminalizar o uso de drogaS, como ele não disse qual ou quais suponho sejam todas. Novamente ele joga a bola para a sociedade, pois é esta que considera crime o tráfico e uso de drogas - novamente não é culpa do criminoso, que culpa tem ele de a sociedade ter criado esse tipo de lei? E ele segue...

A esquerda tem os meios de comunicação nas mãos e todos eles seguem sua cartilha religiosamente, salvo um ou outro ponto fora da curva, como é o caso da jornalista Rachel Sheherazade, mas para o sociólogo é justamente o contrário, eis o que ele diz: "A grande imprensa, muitas vezes movida por interesses políticos e ideológicos contra o Estado, divulga dados alarmantes, mas não discute o problema adequadamente." De qual grande imprensa ele está falando? Ah, sim, acho que é da grande imprensa que protege só os ricos e poderosos porcos capitalistas, mas que deu ampla cobertura ao caso do "pedreiro" Amarildo e ficou por mais de mês cobrando de Deus e o mundo a libertação dos torcedores corintianos no Uruguai, sem falar nas "manifestações" de junho/julho do ano passado. E posso citar ainda o "cinema nacional" sempre glamorizando bandidos e responsabilizando a sociedade, bem como boa parte da chamada produção cultural brasileira.

Diz ele que essa grande imprensa costuma ser contra gastos públicos com programas sociais e depois reclama do aumento da criminalidade. Então é isso, o Estado - para ele, pode gastar a vontade até acabar com todos os problemas sociais e é por não gastar tanto (what!?) que esses mesmos problemas sociais continuam acontecendo e batendo às nossas portas, e por problemas sociais leia-se problema da sociedade, nunca jamais do indivíduo que de fato o gerou. Não nos esqueçamos de que esse dinheiro (gastos) do qual ele fala não é do governo, é da mesma sociedade que ele despreza e que tem todo o direito, sim, de questionar e cobrar uma melhor aplicação do dinheiro que lhe é extorquido por meio de impostos. E, em tempo, nunca se gastou tanto com programas sociais como se tem visto na "gestão" petista e em contrapartida a criminalidade só fez aumentar.

O pensador Ianoni lamenta o fato de que se continuarmos a ignorar a situação dos excluídos sociais, que eventualmente se tornam criminosos, jamais teremos um sistema prisional como o da Suécia, porque lá eles têm até mesmo fechado alguns presídios por falta de criminosos - vejam que coisa. E não se esqueçam que esse senhor é professor universitário e certamente "ensina" essas asneiras aos seus alunos. Para ele o Estado configura-se na panaceia de todos os males sociais, sendo incapaz de enxergar que é justamente esse mesmo Estado o catalisador deles. O Estado brasileiro abarca atribuições em demasia e concede a responsabilidade pela administração dos mais diversos segmentos a correligionários ineptos, é o famoso cabide de empregos - isso sem falar no nepotismo. A máquina pública encontra-se gravemente inchada, só de ministérios já são quase 40! E o governo ainda pretende-se provedor da educação, cultura, previdência social, saúde, sistema prisional, combustíveis, etc, etc, etc... parece óbvio que isso não pode dar certo. O governo administra o dinheiro dos impostos apenas com fins de se manter no poder, a sociedade recebe de volta só as migalhas, mas o sociólogo da UFF acha que a sociedade é reacionária.

Como se não pudesse ficar pior, mas Murphy já dizia que pro pior não há limites, entra em cena outro sociólogo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o senhor Paulo Baía. Ele pega mais leve, não diz que a culpa é da sociedade como o seu colega; na verdade, ele diz que os presídios estão cheios de uns pobres coitados, desassistidos e abandonados à própria sorte no sistema prisional. Diz que se eles tivessem ainda que uns advogados pés-de-chinelo já estariam soltos, ou seja, o que ele está dizendo é que as leis são tão fracas que até um advogado péssimo poderia livrá-los da cadeia, em contrapartida o colega dele da UFF havia dito que as leis são muito severas. Se eles fossem bacanas estariam todos soltos, afinal "quem está lá é porque não tem condição de nada" - o fato de ter cometido um crime é praticamente irrelevante como motivo de estar lá.

Será mesmo tão difícil perceber que o exponencial aumento da criminalidade e consequente aumento do número de presidiários se deve à impunidade galopante vigente no país ou agem de má fé os sociólogos? Não há mais medo em praticar crimes - seja à luz do dia ou sendo filmado por câmeras de segurança, até com enxadas os bandidos praticam assaltos sem serem incomodados. Faltam punições rigorosas e exemplares aos criminosos a fim de que haja medo em se praticar crimes, pois haverá justiça. Hoje para qualquer vagabundo que é tratado com mais rigor pela Polícia surgem do nada representantes dos direitos humanos para ampará-los, apesar dos sociólogos dizerem que os criminosos são desassistidos. Bandido deve ser tratado como bandido e ponto.

Por fim, aprendemos com os dois professores que os criminosos só são criminosos porque as leis os fazem criminosos, senão seriam professores universitários. Aprendemos que se o Estado pudesse aumentar ainda mais os impostos e elevar os gastos com programas sociais sem que a grande imprensa e a sociedade ficassem enchendo o saco, o número de bandidos seria muito menor e poderíamos ter um sistema prisional como o da Suécia. E aprendemos, last but not least, que os presídios estão superlotados porque estão lá apenas os pobres coitados que não têm um gato pra puxar pelo rabo, e se eles tivessem ainda que fosse um advogado cubano já estariam fora daquele depósito de pessoas humanas.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fisiologismo Evangélico


A mensagem, no primeiro vídeo abaixo, é válida, embora eu tenha discordâncias quanto a algumas posturas adotadas pelo Malafaia. Ele fala em partidos comunistas mas não dá nomes aos bois, por quê? Para mim já é um absurdo que ainda tenhamos partidos comunistas no país - essa gente é contra Deus, contra a vida e contra as liberdades individuais todas. Cabe lembrar que socialismo e comunismo são irmãos, digamos que o socialismo é a teoria e o comunismo é a prática. 

Quase que a totalidade dos partidos políticos neste país é de esquerda ou então são aqueles que ficam em cima do muro, pendendo mais para o socialismo, como PSDB e DEM - por exemplo.

Apesar de sua contundente crítica ao comunismo, o pastor Silas parece ter se "afeiçoado" ao candidato petista ao governo do Rio, Lindbergh Farias, tendo - inclusive, chamado-o para subir ao púlpito de sua igreja, apresentando-o e profetizando-o como futuro governador daquele estado (segundo vídeo abaixo). Não bastasse o candidato ser petista, talvez o pastor Malafaia tenha se esquecido que ele também já foi do PC do B e de quebra do PSTU - apenas isso. Malafaia justificou-se dizendo que "aprendeu a honrar e obedecer protocolos" e ele ainda cita 1 Timóteo 2:1-3.

Será mesmo que era necessário chamar o senador/candidato ao púlpito, na presença de dezenas de pessoas e da mídia, dizer que poderia estar ali o futuro governador do Rio de Janeiro, que se tratava de um homem de família, apenas com a singela intenção de orar por ele? Contudo, o pastor Silas afirmou que os evangélicos devem votar em quem eles quiserem, mas para os fiéis de sua igreja acredito que tenha ficado "no ar" alguma impressão de que existe um certo candidato - mais destacado, cujo o qual o líder deles acredita ser um homem de família, podendo até visualizá-lo como futuro governador - ou será que estou lendo demais nas entrelinhas?

O pastor Silas Malafaia ainda diz que vota em pessoas e não em partidos. O que ele parece estar dizendo é que o PT é ruim, mas Lindbergh não. Acho que seria muita ingenuidade acreditar que um candidato petista, que já esteve vinculado a outros dois partidos também comunistas, pense de modo diametralmente oposto ao que reza a cartilha de seu partido; ademais, a vitória de Lindbergh representa vitória também do PT, eles estão ligados umbilicalmente. Senão, qual sentido há em não concordar com seus pares e ainda assim permanecer entre eles?

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei. 2 Coríntios 6:14-17

De minha parte, só posso dizer que já tive mais apreço pelo pastor Silas do que tenho hoje.





sábado, 7 de dezembro de 2013

Hoje é dia de índio


Reza a nossa Constituição em seu famoso(?) Artigo 5º Caput que: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade."

Será que é isso mesmo? Para o governo do Estado da Bahia parece que não. 

Hoje, ao ver alguns concursos públicos abertos Brasil afora, encontrei este que me chamou a atenção, vejam o edital. No item 2.2 são estabelecidas as regras para participação no concurso e a primeira delas, objeto deste post, é a que causa mais estranheza, reproduzo-a na íntegra (item 2.2.1): Ser indígena e pertencer, prioritariamente, à etnia da aldeia onde deverá exercer as suas atividades, comprovada mediante declaração de sua identidade étnica indígena expedida pelo líder da comunidade (Cacique da Aldeia) da qual faça parte, declarado pela FUNAI.

Salvo tenha havido algum erro na elaboração desse edital, parece-me que ele fere diretamente o que diz o Artigo 5º da CF ou... como se igualar a um índio? Se eu, por exemplo, quero prestar um concurso que exija formação em medicina, basta que me forme médico e futuramente preste o concurso, e o mesmo é válido para qualquer outro atributo técnico-profissional. Não estou dizendo que é fácil, mas é perfeitamente possível - basta querer. Agora, como é que alguém se torna índio? Já não bastavam as cotas e ainda aparecem com isso.

Como nada é tão ruim que não possa piorar - já dizia Murphy, o item 2.3 - que apresenta os requisitos básicos para investidura no cargo, informa que se deve: ter nacionalidade brasileira ou portuguesa. Não entendi. Se a primeira regra é que todos sejam índios e há outra afirmando que alguns podem ser portugueses, logo há índios portugueses - silogismo básico; entretanto, desconheço índios portugueses. Além disso, qual a relevância do cargo? Pelo que se entende do edital, esse "professor" indígena - que sequer precisa ser de fato professor, pode apenas ter cursado o Magistério Indígena - seja lá o que for isso -, vai ensinar os índios a serem... índios - basicamente é isso. E por que o Estado tem de arcar com essa tarefa e esses custos, pagando R$ 900,00/mês por apenas 20h/semana? Acredito que existam coisas mais importantes pra se fazer na Bahia com R$ 351.000,00 mensais (são 390 vagas).

Se essa piada for levada a sério, logo haverá concursos só para quilombolas, só para ciganos, etc., etc., etc. Se não há ainda é porque não existe nenhum lobby trabalhando especificamente para essas comunidades, mas como este é o país das minorias desamparadas nunca é bom duvidar.

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia não escondeu qual foi a motivação da criação desse cargo, dessas vagas e, principalmente, dessas regras - está em seu site. O concurso foi criado por ser vontade da maioria da população? A maioria da população é composta de índios? Foram criadas as vagas por se tratar de uma demanda justa e relevante para a sociedade baiana e brasileira? Não! O motivo da criação é atender a uma antiga reivindicação do movimento indígena e consolidar a política de educação indígena, conforme Lei Estadual 18.629/2010, que abriu os caminhos para essa sandice.

Concursos públicos devem ser acessíveis a todos os brasileiros sem distinção de qualquer natureza - ponto! - sem esse papo furado de reparação histórica, caráter social e essas besteiras todas, existe uma lei - que encabeça este post - a ser observada e obedecida, que obedeçam!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Planeta dos Macacos

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. (Gênesis 1:26)


O site O Globo, em sua seção Ciência, publicou matéria informando que um grupo de ativistas pelo direito dos animais pretende libertar um chimpanzé chamado Tommy, preso em uma jaula; mas o real objetivo deles vai muito além disso.

Os tais ativistas não esconderam quais são suas reais intenções, seguem algumas frases extraídas do texto, pronunciadas por Steven Wise, líder do grupo.

"Chimpanzés não são pessoas, mas seriam parecidos o suficiente para merecerem alguns direitos humanos."

O que pretendem: "esboçar o que seria uma lei comum, suficientemente forte para reconhecer aos animais direitos legais, que permitam até que sejam beneficiários de herança."

"Os macacos, como os humanos, não podem ser propriedade de ninguém."

O site G1 apresenta a mesma notícia, porém com um pouco mais de aberrações:

"Na visão do Nonhuman Rights Project, se a Justiça conceder ao primata, de nome Tommy, o reconhecimento de pessoa jurídica, ela poderá reivindicar, em nome deste, a defesa de direitos humanos básicos."

"A ação invoca o princípio jurídico do habeas corpus, o direito de contestar a detenção ilegal."

"Estamos reivindicando que os chimpanzés sejam autônomos - ou seja, serem capazes de escolher como viver suas próprias vidas." (E o macaco escolheu os ativistas como seus representantes?)

"O grupo afirma que busca alterar o status jurídico de espécies consideradas autônomas, e poderia, eventualmente, homologar pedidos semelhantes em nome de gorilas, orangotangos, baleias, golfinhos e elefantes."

Esse pessoal acredita que os animais, que na visão deles são praticamente humanos, devem ter seus direitos devidamente resguardados como os têm, em tese, qualquer pessoa.

Ah, juízo! Tu te assentas junto aos animais pois os homens perderam a razão. (Shakespeare)

Para aquelas pessoas que ainda acham fofinho respaldar e defender esses ativistas e ao mesmo tempo se dizerem cristãs, reconsiderem. Esses ativistas são, no mínimo, desequilibrados ou então muito mal intencionados ou as duas coisas juntas - fico com a última.

Ainda me deparo com pessoas que admiram figuras como Luisa Mell, aquela que invadiu propriedade privada e roubou cães, tudo porque supunha que os animais eram maltratados (nada se comprovou); já escrevi antes que o país ainda não é uma anarquia e existem leis para se tratar desses casos. Existem leis também para punir quem comete os crimes de invasão e roubo, mas a tal moça continua por aí mais solta que os beagles que alguns largaram pelas ruas após o roubo. Filiou-se ao PMDB e provavelmente será candidata à alguma coisa nas próximas eleições - e muitos serão os desavisados que votarão nessa criminosa.

Até então essa gente dizia lutar pelo bem-estar dos animais, mas agora é diferente, vejam:

"Até agora, as ações judiciais reivindicavam o bem-estar dos animais, não os seus direitos. Esta semana, no entanto, Wise anunciou sua intenção de que Tommy fosse reconhecido como uma pessoa jurídica, com direito à liberdade."

Luisa Mell ainda não chegou ao nível do Sr. Wise, afinal a apresentadora possui lá seus cachorros e sei lá mais o quê; já o senhor Wise prega que os macacos (e logo todos os animais?) não estejam sujeitos à propriedade por parte de ninguém, como acontece com os seres humanos. Então, Luisa Mell e seus amigos ativistas e todos os que apoiam essa causa estúpida correm o risco de, num futuro não muito distante, serem proibidos de ser donos de seus cães e gatos. E, por óbvio, será proibido o comércio desses animais também.

Portanto, se ideias como as daquele senhor e de pessoas como Luisa Mell vingam, logo você poderá ter sua casa invadida pra que libertem os "seus" bichos de estimação em nome dos direitos dos animais que você estará violando e em nome da "dignidade da pessoa canina". Não nos esqueçamos que o Sr. Wise comparou a luta pelo fim da escravidão ao longo da história com a luta recente pelo direito dos animais. Em tudo fazem alusão ao humano como se humanos fossem os bichos - não são.

Impossível não lembrar do filme Planeta dos Macacos. Na história, o chimpanzé César, utilizado em experiências de laboratório, começa a adquirir comportamento humano e tão logo toma consciência de si rebela-se e organiza uma fuga em massa junto dos outros macacos. Num futuro remoto são os macacos que dominam o planeta e o ser humano é seu escravo. Qualquer semelhança com a vida real talvez não seja mera coincidência.

Por fim, preocupa-me esse fetichismo em relação aos animais, pessoas que dormem com bicho como se fosse gente, que tratam cachorro melhor do que o tratamento dispensado aos próprios filhos, coisas que beiram à zoofilia e ao bestialismo e a uma série de outros distúrbios psiquiátricos.



Abaixo seguem 10 links sobre alguns absurdos que têm como pano de fundo esse apego doentio aos animais.











"Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão. E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.
E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao Senhor. E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar. Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, e depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. 
Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz." (Êxodo 32:1-9)

"Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana." (Tiago 3:7)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Se ocorrem 50 mil estupros por ano no Brasil é porque Lei Maria da Penha, Casas da Mulher e políticas do PT, ao contrário do que afirma Dilma, não funcionam.

No começo do mês, a presidente disse que eram "alarmantes" os dados que indicavam crescimento de 18% nos registros de estupros no país. Segundo o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em todo o Brasil foram registrados 50,6 mil casos. Trata-se de 26,1 estupros por grupo de 100 mil habitantes, contra 22,1 em 2011. O estudo mostra que o total de casos de estupro superou o total de casos de homicídios dolosos, que, em 2012, registrou 47,1 mil.

Ignorando o número, hoje Dilma foi para o twitter culpar os brasileiros por "sexismo e preconceito", em vez de fazer um mea culpa sobre os seus programas de proteção à mulher. Para ela, a Lei Maria da Penha e as Casas da Mulher são uma maravilha. Os números provam o contrário e a violência contra a mulher aumenta por falta de políticas públicas e combate ao crime.

No Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, a primeira presidente mulher do Brasil violenta as estatísticas e culpa o povo, em vez da falta de ação do seu governo. Não é a cara cuspida e escarrada do PT?